quarta-feira, 28 de março de 2012

Comunicado aos pilotos - segurança




Fomos informados pelos comissários da Fasp que eles terão atenção redobrada quanto aos excessos ocorridos durante a pilotagem, não só na nossa categoria assim como nas demais do campeonato paulista.

Uma das causas são as novas normas estipuladas pela CBA, que dispõe um número máximo de 24 pontos a cada piloto. A cada infração, desportiva ou técnica, o piloto será penalizado com um certo número de pontos. Estourado esse limite, haverá punições que podem incorrer na suspensão automática de três a seis meses, em todo o território nacional, e em qualquer categoria.

No caso da Formula Vee é flagrante o aumento da competitividade nas últimas corridas. Grupos de seis carros ou mais andando juntos por toda a prova, a alternância de posições, a guerra do vácuo, etc., tem proporcionado um excelente espetáculo, o que tem chamado bastante atenção para nossa categoria.

Mas ali, no calor da disputa, temos também verificado alguns excessos, como bater de rodas, fechadas (involuntárias ou não), piloto encaixado rodas no entre eixos de outro carro, e coisas do gênero.

Coisas de corrida, dirão alguns. Mas nunca é demais lembrar que qualquer toque em um carro de rodas descobertas (monoposto) é um perigo em potencial. Até aqui nada de grave aconteceu, além de dois acidentes que levaram a machucados menores, felizmente. Mas isso não quer dizer que estamos isentos de um mal maior, muito pelo contrário.

Novos carros e novos pilotos estão chegando, aumentando ainda mais nosso grid e, consequentemente, também os riscos envolvidos. Muitos deles ainda não têm a experiência necessária com monopostos, o que só se adquire com treinos e mais corridas. Portanto, todo o cuidado é pouco.

Afinal, a nossa Formula Vee foi criada com o intuito de estimular e incentivar principalmente o entretenimento de maneira segura. Também não é, em absoluto, nosso desejo ver um ou mais pilotos punidos por excesso de entusiasmo na pista. Atenção e responsabilidade, portanto!

Temos feito gestões junto aos comissários técnicos da Fasp, para que as vistorias após as corridas sejam intensificadas, assunto que andou negligenciado nas últimas etapas. Mais uma vez pedimos atenção de pilotos, chefes de equipe e preparadores aos detalhes dos nossos regulamentos, para que se evitem inconveniências e aborrecimentos de última hora.


Um comentário:

Daniel Ebel disse...

Joaquim

Sou participante eventual da categoria e kartista veterano, portanto acostumado às disputas como ocorrem na F-Vee.



O tipo de carro com pequenas diferenças, grande capacidade de frenagem e grande influencia de vácuo faz com que isto que estamos vendo seja realmente a realidade das corridas. E também o atrativo para os pilotos.

Devemos nos conscientizar que a categoria, mercadologicamente falando, não é um “brinquedo” para qualquer um que sonha em pilotar um carro de competição, como vem sendo alardeado na divulgação. Isto passa a impressão de um carrinho de parque de diversões e afasta pilotos sérios e experientes.

Corridas de automóvel são perigosas por natureza e, assumir os riscos é parte da pilotagem. Dada a largada, a disputa é inevitável.

A exigência de experiência anterior (kart ou auto) ou da freqüência em um curso de pilotagem seria bem vinda em nome da segurança, eliminando os que pecam pela inexperiência.

Daniel Ebel