terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dicas de Montagem do Motor

Conversando com um preparador dos melhores, se não o melhor, recebemos algumas dicas de montagem dos motores que dentro do espírito da categoria são repassadas aos interessados. No entanto, cada preparador tem um receita sua e cada um que acate ou não as dicas aqui apresentadas.

1-não usar virabrequim com retífica maior que 0,25, a espessura metal mole das bronzinas de um virabrequim 0,50 é muito grande e tende a amassar com o esfôrço a que um motor de corrida é submetido, notadamente no nosso caso onde a taxa é livre, eu recomendo 13:1 no máximo, mas é evidente que alguns vão querer usar 14:1 ou mais e nesse caso ou soltam os prisioneiros ou a bronzina sofre com a porrada maior e o motor vai embora.
Já vamos avisando que quem quiser queimar dinheiro fazendo um motor por corrida não chega no final do campeonato, daremos um jeito, ou o cara se enquadra ou colocamos para fora por alguma razão, portanto, o que vale aqui é o chamado "espírito da lei ou do legislador" e o espírito é e sempre será:
"O Naja não foi feito para queimação de dinheiro, quem quebrar muito motor ou trocar muito motor durante o campeonato será observado. Não devemos nos esquecer da frase do inefável Jacinto de Thormes, o primeiro colunista social do Jornal do Brasil: "em sociedade tudo se sabe", portanto, segredinhos duram muito pouco."

2-a folga axial da bronzina deve ser 3 centésimos de milímetro, ou seja, a bronzina não tem que ficar justa no colo do virabrequim nas suas bordas laterais. Basta retirar metal dos lados da bronzina e atingir a folga correta.

3-a folga axial do virabrequim deve ser de 18 a 20 centésimos de milímetro e isso é regulado por arruelas no mancal que fica do lado do volante. Os motores de fábrica vem com 7 a 13 centésimos de milímetro de folga, mas em corrida a coisa muda.

4-esse preparador não usa fazer os sulcos no virabrequim nos mancais de apoio, pois acha que marcam as bronzinas e diminuem a vida do motor. Outros acham o contrário e só se deve fazer os sulcos quem tiver certeza do que está fazendo. O fato de serem permitidos no regulamento não significa que funcionem ou sejam recomendados.

Aos que comprarem motores de fábrica, isso mesmo, alguns compraram motores novinhos no rio e no paraná por R$ 4.800,00, sugerimos que abram o motor, coloquem a placa separadora de óleo no cárter, acertem as folgas e montem de novo. Dá para fazer isso sem tirar os pistões das camisas e sem mexer em muita coisa. Basta capricho e atenção.

Uma última recomendação são as tampas de válvulas, devem ser presas por parafusos e ter respiro, ambas coisas fáceis de se fazer com as tampas originais se gastando pouco, mas tendo com alternativa a compra de tampas de alumínio que já vem para serem usadas com parafusos.

IMPORTANTE: motores podem ser comprados independente de serem a álcool ou a gasolina. a diferença entre os mesmos é a taxa de compressão que nos motores à álcool é obtida por pistões cabeçudos. No entanto, um motor à gasolina pode ter sua taxa aumentada pelo rebaixamento do cabeçote. Nos dois casos, o cabeçote terá que ser rebaixado para que se atinja uma taxa de 13:1 que é a que o bom senso indica. Nos motores à gasolina se rebaixará mais e nos já a álcool se rebaixará menos. Se rebaixar demais e tiver algum problema sempre resta o recurso de se colocar uma junta maior entre a carcaça e a camisa.

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