quinta-feira, 22 de julho de 2010

Esclarecimentos Gerais

A organização não fabricará nada e nem venderá nada, irá recomendar fornecedores de chassis de maneira competitiva e a preços diferentes. O interessado escolhe.

O chassis se compõe de gaiola com todos os apoios de motor/câmbio e para a suspensão dianteira.

A suspensão dianteira é de VW ou Brasília com freio a disco usando amortecedores originais retrabalhados, feixe de mola inferior inoperante e cambagem definida entre 0,5 e 1,0 gráu negativo.

Carenagem livre, mas haverá dimensões máximas. A parte inferior lateral do carro é em chapa de alumínio e não poderá ser pintada e deverá ficar aparente, a carenagem de fibra será apenas na parte de cima.

O interessado deverá providenciar o chapeamento do chassis na laterais e no assoalho rebitando chapas de alumínio com espessura que está sendo definida.

Estão sendo desenvolvidos fornecedores de especiarias como pedaleira, quick release do volante, trambulador, banco. No entanto, o uso dessas peças não é obrigatório, o interessado poderá fabricá-las ou comprar desde que siga o regulamento.

O motor será um 1600 à etanol, basicamente standard, taxa 12:1, cabeçotes standard, dupla solex standard 32, comando de Kombi injetada.

O carro anda sem ventoinha e deverá usar um radiador de óleo com as mangueiras saindo direto da carcaça, radiador livre e uso de bomba original, desde que nacionais.

A bomba de gasolina será a original, podendo-se lixar o baquelite para maior vazão.

A suspensão traseira é por amortecedores com molas que estão sendo escolhidos entre vários de motos e um de D20 com molas. Depois de definidos não podem ser alterados, todos os carros serão iguais.

Cambio VW normal com a coroa invertida, não pode usar o cambio de cabeça para baixo, relações de fábrica, coroa e pinhão 8:31, 8:33, 8:35.

Proibido o uso de radio e qualquer instrumento de monitoramento eletrônico, contagiros analógico.

Uma recomendação: antes de se pensar em colocar motores canhão ou novos recomenda-se que se use motores já cansados para ir pegando a mão no carro. Pela minha experiência de nada adianta se investir em motor se não se tem mão no carro.

Em Interlagos o carro usa basicamente duas marchas, a terceira e a quarta, as outras duas apenas para largada.

O carro foi pensado partindo-se de um chassis único e projetado em autocad e verificada a estrutura com sistemas computadorizados de cálculo de stress, sempre se tendo em mente a facilidade de construção e o baixo custo.

Em cima desse chassis o interessado pode comprar um antigo fusca speed, existem quase uma centena jogados, ou mesmo comprar peças VW no ferro velho e montar o carro.

O chassis foi projetado de maneira a que apenas se aparafuse as peças de fusca.

O entre eixos é sempre medido no centro dos cubos, vai se situar entre 2,32 e 2,35.

A largura, bitola, é a mesma do fusca ou brasília com algumas variações se forem necessárias.

A altura livre foi fixada em 10 cm com cambagem zero nas rodas traseiras. no entanto, a altura do conjunto motor/cambio é regulável, portanto, cada piloto pode usar o setup que melhor lhe aprouver.

Não serão usados facões de fusca e nem barra e torção, serão usados amortecedores com molas, ou de motos ou de D20 antiga com molas já desenvolvidas.

O Jayme está fazendo a planilha de custos, evidentemente serão valores médios.

Tudo parte do preço do chassis e estamos tentando manter o preço dos chassis entre 2 a 3 mil reais. Sobre isso cada um vai colocar o que puder pagar, mas não vai fazer muita diferença em termos de performance entre peças novas e as compradas no ferro velho.

Um motor cansado vai render 50/60 HP e um novinho e bem montado 70/80, mas no final o que vai importar é a habilidade. Fora isso, a diversão será a mesma e como em toda corrida vai ter os da ponta, os do meio e os do fundão.

Um carro mediano pode ser montado por menos de R$ 10 mil, principalmente se não se considerar o trabalho do dono. A idéia é o dono montá-lo. Evidentemente, não será um carro de ponta, mas para um piloto aprendiz será mais do que adequado, ele aprenderá a dominar o carro, dar largada com um monte de carros em volta e todos de roda aberta. Quando sentir que precisa de mais motor é só montar um com capricho usando folgas maiores e algumas dicas que a organização vai fornecer.

Aos kartistas de plantão: o entre eixos se situa entre 2,32 e 2,35, portanto não tem a agilidade de um kart para curvar e potência se situará entre 70 a 80 HP, mas isso já permite que se cheque no S do Senna bem perto de 200 km/h.

Os freios são os normais de um fusca com apenas um burrinho duplo e talvez vávulas limitadoras para os tambores traseiros. Portanto, muito diferente de um kart.

Em compensação usa pneus biscoito de rua e para andar tem que deixar o carro escorregar, ou seja, é outro estilo de pilotagem.

Na Austrália correm sem ventoinha e ouvimos especialistas como o eng. Chico Biela e o eng. Enricone. O problema é justamente o contrário, estamos estudando em como jogar ar razoavelmente aquecido nos cilindros.

A categoria está sendo organizada junto à Fasp dentro das etapas do Paulista de Automobilismo no Asfalto. Por enquanto é uma categoria eminentemente Paulista e correrá em Interlagos dentro da programação normal das etapas.

Se der certo iremos ceder o regulamento e as plantas para outros estados interessados.

No futuro, a mesma poderá ser disseminada para outros estados, pois poderemos ceder o chassis e o regulamento. Se der certo aqui não há razão para não dar certo em outro lugar.

Nada impede que se outras categorias que correm fora do Paulista de automobilismo se interessem e nos usem para diminuir seus custos, mas por enquanto estamos nos encaixando dentro das etapas do Paulista.

Fazer o carro, desenvolver fornecedores, organizar a categoria já dá muito trabalho e não vamos nos meter a organizar corridas se já existe gente que faz isso.

Para pilotar será necessária a carteirinha de piloto federado e pagamento de inscrição. Iremos negociar com quem de direito os valores. Hoje a carteirinha custa aproximadamente R$ 800 por ano e a inscrição R$ 700 por corrida.

A organização está procurando patrocinadores de maneira a que esses custos sejam absorvidos pelos mesmo e ainda sobre algum par ao piloto. Independente disso, a manutenção do carro é irrisória, alguns podem ter mecânicos, mas regular dois carburadores e o ponto está ao alcance de qualquer um e é apenas isso que o carro irá requerer. Se houver quebra pode-se levar no mecânico e mandar arrumar o que quebrou.

Por último, não inventamos nada, a formula Vee é a maior categoria nos seguintes países: USA, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia. Apenas copiamos.

Há duas comunidades no Orkut onde também se está divulgando e esclarecendo o projeto:


6 comentários:

Luby disse...

Seja muito bem vinda a nova formula V..
Luby

Jayme disse...

Zullino
Um Alfano custa barato, poderia ser considerado. Chega até a ser um equipamento de segurança. Já tem os sensores enterrados na pista e o próprio piloto pode controlar os tempos de dentro do carro. Nâo é sofisticação. Tem alguns bem baratinhos. Peço considerar. Além de ter os sensores de velocidade e de temperatura conjugados.

Mestre Joca disse...

Meu bom amigo Jayme,

Tudo é possível, inclusive nada. Vai depender somente de quanto custa...

Abs

roberto zullino disse...

Jayme,
Estou nessa vida faz tempo para entender a integral de xdx, a única utilidade de uma instrumentação dessas que vimos juntos e custa mais de 1300 reais é o sensor de temperatura da vela. os motores nem recursos teriam para aproveitar a parafernália.
Um contagiros analógico pode ser comprado em lojas de peças de motos usadas a preço de banana, é spo levar na VDO na Santo Amaro e mandar adptar para 4 cilidros.
aproveitando a sua competência no assunto gostaria que você pesquisasse apenas um sensor de temperatura da vela, aquele que você me disse que é uma arruela na vela que é um termopar.

fernandolapagesse disse...

Olá Joca e Zullino.

Parabéns a vocês e toda sua equipe de colaboradores!!!

Quantos novos pilotos surgirão com o retorno da nova "Fórmula Vêe"!!!

O sistema de direção que vi acoplado no chassi realmente irá facilitar, em muito, a direção do monoposto...

O grande problema, para muitos, ficará entre o volante e o encosto no "cockpit...(rsrsrsr)

Estou atento ao desenvolvimento do trabalho que vocês estão fazendo...

Parabéns.

Luiz Fernando Lapagesse

Jackie Della Barba disse...

Joooooca !!!
Tanti Auguri !!!
Saúde !!!
Beijos e abraço apertado...

Jackie & Della Barba